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Carro compartilhado: um carro para quem não tem carro

Comprar um carro é um sonho de muitas pessoas. Porém, vale lembrar que: se antes o carro era entendido quase como um sinônimo de conforto, independência e individualidade, nos últimos anos começou a se converter numa antítese de tudo isso.

Dirigir nas grandes cidades é uma atividade que se torna cada dia mais complexa – e estressante. Aliás, muito estressante. Ter um carro numa cidade como São Paulo significa para a maioria das pessoas: trânsito, trânsito e trânsito. E você sabe muito bem o que todo esse trânsito significa para a sua saúde e paciência. Sem falar no meio ambiente…

Por outro lado, não se pode negar que muitas vezes o carro é uma “mão na roda”. Há momentos em que o veículo pode facilitar muito. Então, ter um carro é ruim, mas às vezes é bom. Como resolver?

Além da fórmula mais conhecida, que busca solucionar com uma mescla de transporte público, bicicleta, carona e, de vez em quando, táxi, há uma outra opção: ter um carro, mas sem ter um carro.

O carsharing –compartilhar carros, em inglês– pode ser uma alternativa para você que não quer ter um carro na garagem, mas quer aproveitar as facilidades de ter um carro de vez em quando.

Funciona assim: você aluga um carro pelo tempo que vai precisar. Diferente das empresas convencionais de aluguel de carro, o pagamento é feito por hora (preço médio entre R$ 9 e R$15). Você também não precisa arcar com outros custos, como seguro e combustível, que está incluído até 100 km. A ideia é dirigir apenas quando realmente for necessário e que o carro possa ser utilizado por diferentes pessoas.

Em geral, para utilizar o serviço, a pessoa interessada precisa se cadastrar na empresa e pagar uma taxa inicial para associar-se. A partir daí, já pode fazer a reserva e usufruir de um dos carros da frota, que estão disponíveis em estações espalhadas em alguns pontos da cidade. Para não ter custos adicionais, é importante entregar o carro no mesmo ponto em que ele foi retirado, no horário combinado. Se presume que com o projeto são tirados, em média, 15 carros das ruas.

Em São Paulo, a ideia começou com uma empresa em 2009, que atualmente possui cerca de 45 pontos de retirada na cidade, mas já começaram a aparecer outras companhias. Na Europa e nos Estados Unidos o serviço é mais conhecido, mas ainda num processo de estabelecer-se. Conforme aponta a reportagem do jornal El País, na Espanha existem seis empresas que oferecem carsharing, que juntas somam 33 mil clientes e 470 carros. Além disso, a reportagem conta que estima-se que as pessoas que o utilizam dirigem 15 mil quilômetros menos por ano. Segundo a consultoria britânica Frost & Sullivan, em 2020, haverá mais de 15 milhões de motoristas que compartilham o carro nesse sistema no mundo.

Entretanto, é importante ressaltar que o projeto é interessante se seguir a teoria, de que as pessoas só utilizem o carro quando realmente precisarem, para mobilidade urbana, promovendo para o dia a dia o uso de transporte público, bicicletas e, também, o compartilhamento de carros através das caronas.

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